Estudo realizado pelo CGEE revela que mulheres lideram número de doutores titulados no exterior

maio 19 • Notícias, Sem categoria • 362 Views • Comentários desativados em Estudo realizado pelo CGEE revela que mulheres lideram número de doutores titulados no exterior

Mais de 60% dos brasileiros que obtiveram o doutorado no exterior desde 2012 são mulheres, como aponta o estudo “Doutores Brasileiros Titulados no Exterior (1970 – 2014)”. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Isso pode estar associado a um conjunto de fatores sociais e econômicos bem conhecidos no país, como a crescente independência e liderança da mulher na sociedade brasileira, a transformação do papel feminino – a maternidade já não é o principal fato social na vida da mulher no Brasil – e a participação ativa no mercado de trabalho, o que é recorrente e cada vez mais expressivo”, afirma o coordenador do estudo e assessor técnico do Centro, Henrique Villa.

No entanto, as doutoras tituladas no exterior ainda ganham menos que os doutores que também se formaram em outros países. Elas recebem uma média de 83,5% do salário dos homens. Dados como esse integram a publicação do CGEE, que apresenta uma análise sobre o perfil dos doutores com formação plena no exterior entre 1970 e 2014. O estudo foca em aspectos relacionados às características da formação acadêmica dos mesmos, da atuação profissional desse grupo no Brasil, dos padrões de remuneração a que estão submetidos e a questão de gênero nesse universo, dentre outros aspectos relevantes.

“O estudo traz um conjunto importante de informações que podem subsidiar diversos outros mergulhos em um processo de investigação da origem e da formação desses doutores e da contribuição deles ao mercado de trabalho”, explica Henrique. Para o assessor do CGEE, há três grandes contribuições que o estudo proporciona. “O primeiro é algo que a gente chama de uma tipologia da evolução da formação de doutores no exterior. Nós produzimos uma tipologia porque a formação de doutores no exterior tem momentos de crescimento e de decréscimo”, detalha Henrique.

“Há a questão de gênero, como já falado, e, também, o fato de que os doutores no exterior recebem em média 21% a mais que os doutores no Brasil. Portanto, nos leva a acreditar que o mercado de trabalho, por alguma razão, valoriza mais o doutor com formação plena no exterior do que o doutor com formação no Brasil”, acrescenta Henrique.

A pesquisa se utiliza de informação sistematizada pelo CGEE, a partir de dados extraídos da Plataforma Lattes/CNPq e da RAIS/MTE sobre um total de 14.173 doutores titulados no exterior entre 1970 e 2014. A iniciativa objetiva oferecer um conjunto expressivo de dados e informações que possam servir como subsídios para a tomada de decisão em relação a estratégias setoriais e para a formulação das políticas de ciência, tecnologia e inovação.

O estudo integra um esforço do CGEE para avaliar a formação de recursos humanos em CT&I no País e subsidiar a formulação de políticas públicas na área. Trata-se de uma atividade contínua do Centro que ainda vai gerar o estudo “Mestres e Doutores 2015”, já em sua terceira edição (“Doutores 2010” e “Mestres 2012”).

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui. Se quiser ver a entrevista realizada pela Divisão de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (DRI-Ibict) com Henrique Villa, clique aqui (via Youtube).

Comunicação Social da DRI/Ibict, com informações do CGEE

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