Torre Alta da Amazônia é apresentada na Semana de C&T

out 20 • Notícias • 237 Views • Comentários desativados em Torre Alta da Amazônia é apresentada na Semana de C&T

Durante a 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2014), que ocorreu em todo o país, de 13 a 19 de outubro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizou um seminário sobre o projeto Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês). A estrutura de 325m deve ficar pronta até o fim do ano, com parceria entre Brasil e Alemanha.

Além da exibição de vídeos, o evento contou com palestras do diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos do MCTI, Osvaldo Moraes, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Antonio Manzi, coordenador brasileiro do projeto, do diretor da San Soluções – empresa paranaense responsável pela construção da torre –, Sérgio Nascimento, e do adido científico da Embaixada da Alemanha, Thomas Schröder.

Para Osvaldo Moraes, a ciência pode contribuir fundamentalmente para o desenvolvimento do país. “Se olharmos para a infraestrutura na Amazônia há 30 anos e compararmos aos dias atuais, veremos que isso se deve aos investimentos em ciência, tecnologia e inovação que foram realizados. O que um projeto como esse, por exemplo, traz em termos de recursos humanos e desenvolvimento é maravilhoso”, afirmou Moraes.

Durante a apresentação sobre a Torre, Antonio Manzi reforçou a grandiosidade e a importância do projeto para o Brasil: “Existia já o desejo da comunidade científica do país para a construção de uma torre tão importante. A partir do pedido de parceria da Alemanha isso tem sido possível”, explicou Manzi.

Em construção, prevista para ser entregue ainda em 2014, a torre se localiza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã (AM). Desenvolvem o projeto o Inpa/MCTI e o Instituto Max Planck de Química, da Alemanha, com apoio da Finep/MCTI e do Ministério Alemão de Educação e Pesquisa.

O projeto tem o objetivo de monitorar e estudar o clima da região, pelo período de 20 a 30 anos, a partir da coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a floresta e a atmosfera. O observatório deve medir com precisão fluxos de água, dióxido de carbono (CO²) e calor, a fim de analisar o impacto do ciclo de absorção e liberação de substâncias em um raio de 300 quilômetros. Quatro torres de 80 metros auxiliarão a estrutura principal.

O Instituto Max Planck já participou da construção de outra torre alta, o Projeto (ZOTTO http://zottoproject.org), na Sibéria, em atividade desde 2003.

Fonte: Ibict, com informações do Portal Brasil.

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