Comunicado da União Europeia sobre o vírus Zica

fev 11 • Notícias • 349 Views • Comentários desativados em Comunicado da União Europeia sobre o vírus Zica

Em 1º de fevereiro de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a explosiva disseminação do vírus Zika uma emergência sanitária de escopo internacional, que exige ação coordenada para melhorar a detecção e acelerar a pesquisa de uma vacina e de meios de diagnóstico melhores para o Zika. Embora a maioria das infecções sejam leves e causem poucos ou nenhum sintoma, a suspeita de causalidade entre o Zika e grupos de microcefalia em bebês nascidos na região Nordeste do Brasil fez soar os alarmes. A OMS emitiu alertas para grávidas que viajem a áreas afetadas, mas considerou desnecessário restringir viagens ou comércio nas regiões afetadas.

O vírus Zika é transmitido pelo mosquito e foi inicialmente identificado em Uganda em 1947 em macacos-rhesus.

Subsequentemente, foi identificado em humanos, em 1952, em Uganda e Tanzânia. Surtos da doença causada pelo vírus Zika têm sido registrados na África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico. A doença é causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a febre de chikungunya e a dengue, uma doença potencialmente muito mais grave do que o Zika.

As ações da União Europeia

A União Europeia (UE) respondeu rapidamente à disseminação do vírus Zika na América Latina e iniciou uma série de iniciativas para lidar com o mesmo.

A UE está mobilizando €10 milhões para pesquisa urgente do vírus Zika em resposta ao aparecimento de casos de malformações graves e congênitas do cérebro em toda a América Latina, e a suspeita de elo com infecções pelo vírus Zika. Se a ligação for comprovada, esse fundo poderá ser utilizado para combater o vírus Zika, por exemplo, mediante o desenvolvimento de exames de diagnóstico e testes de possíveis tratamentos ou vacinas.

O programa Horizon 2020 da UE já oferece uma série de possibilidades de financiamento de projetos que podem ajudar a combater o vírus Zika, entre os quais:
• Uma chamada no valor de €40 milhões para pesquisa sobre o desenvolvimento de vacina para malária e outras doenças infecciosas negligenciadas, que incluem o vírus Zika;
• €10 milhões para infraestrutura de pesquisa em controle de vetores, incluindo os mosquitos que disseminam o vírus Zika.
Além disso, a UE apoia a investigação do vírus Zika mediante:
• Lançamento de novo financiamento para pesquisa de Zika – em dezembro de 2015, a Comissão Europeia contatou uma série de projetos de pesquisa em andamento focalizando dengue e outras doenças relacionadas à Zika. Solicitou-se que esses pesquisadores dessem um novo foco à sua pesquisa para incluir a epidemia de Zika em curso.
• O projeto Podi/Trodi, financiado pela EU, que focaliza o diagnóstico e a discriminação de doenças infecciosas em regiões geográficas com infraestrutura pobre ou escassa, possui grande importância socioeconômica.

O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças afirmou que não existe evidência de que o vírus já entrou na União Europeia e que os casos importados são “raros”. A Agência recomendou que as agências de saúde pública nos estados membros da UE expandam seus esforços na educação dos trabalhadores de saúde, especialmente os obstetras, pediatras e neurologistas, sobre essa doença. Também recomendou que as agências de saúde dos estados membros da UE aconselhem as grávidas e as mulheres que estão tentando ficar grávidas a discutir qualquer plano de viagem com seus médicos.

http://ecdc.europa.eu/en/healthtopics/zika_virus_infection/zika-outbreak/Pages/Zika-countries-with-transmission.aspx.
http://ecdc.europa.eu/en/healthtopics/zika_virus_infection/Pages/index.aspx.

Fonte: Comunicado reproduzido integralmente do site da Delegação da UE no Brasil

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